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Caixa continua enrolando na negociacao do novo PCC


Caixa continua enrolando na negociacao do novo PCCFonte: Sindicato dos Bancários de Brasília – 02/12/2009


A reunião entre a Comissão Executiva de Empregados da Caixa e representantes da empresa terminou em frustração. Sem falar ainda nos valores dos salários dos trabalhadores dentro do Programa de Função Gratificada (PFG), o novo PCC a ser implantado, o banco se limitou a informar em qual padrão cada cargo se encaixará e as novas nomenclaturas dos mesmos.

Segundo o coordenador da CEE-Caixa e diretor do Sindicato, Jair Pedro, a Caixa trata esta questão com desleixo. “A Caixa não vem dando a devida importância ao tema. Os trabalhadores devem se mobilizar e reagir firmemente, se necessário, para alcançar conquistas”, protesta.

PFG só depois da alteração da jornada A implantação do PFG só será realizada depois da redução da jornada de trabalho de 8 horas para 6 horas diárias, com redução proporcional dos salários dos cargos atingidos, conforme propõe a Caixa. A empresa afirma ainda que esta redução só pode acontecer por acordo coletivo.

Segundo o acordo aditivo já firmado neste ano, a implementação do PFG deveria acontecer, no máximo, no fim deste ano, mas a empresa já projeta que isto pode só ocorrer no 1º trimestre do ano que vem com efeito retroativo até a data da redução da jornada. Tentando colocar um problema que deve ser resolvido pela direção do banco no colo dos trabalhadores, os representantes da empresa afirmaram que “quanto mais rápido decidir a jornada, melhor para decidir o PFG”.

Ainda este mês deve ser apresentada uma proposta de regime de transição no que se refere à redução da jornada de trabalho.


Fonte: FENAE – 02/12/2009


Mais uma vez Caixa decepciona trabalhadores e não apresenta proposta de PCC

Na rodada da negociação específica realizada nesta quarta-feira, dia 2 de dezembro, em Brasília (DF), a Caixa mais uma vez frustra os empregados. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) receberam da Caixa Econômica Federal apenas as linhas gerais do que a empresa chama de Plano de Funções Gratificadas (PFG), sem a descrição dos valores dessa tabela.

A proposta apresenta 15 níveis, com 15% de diferença entre eles e acaba com as classes de filiais e mercados. Além disso, altera a nomenclatura dos cargos e os agrupa reduzindo de 119 para 56 funções mantendo os quantitativos. Também realinha os cargos hierarquicamente de acordo com a complexidade, a responsabilidade e as atribuições.

Os empregados migrarão do PCC para o PFG de maneira automática no cargo correspondente. Nesse processo de migração poderá ocorrer redução de remuneração básica, tendo em vista a reclassificação. Para garantir a irredutibilidade negociada na campanha salarial de 2009, a empresa propôs a criação do mecanismo APA – Adicional Provisório de Ajuste do PFG.

A Caixa, porém, vincula a implantação do PFG à solução das jornadas da carreira técnica, reduzindo de 8 para 6 horas com redução proporcional do salário. A medida é totalmente contrária à proposta defendida pelos trabalhadores, que reivindicam jornada de 6 horas para todos os empregados sem diminuição de salário.

A mobilização em torno de um PCC justo deve ser intensificada em todo o país.

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