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Comece a poupar bem cedo


Comece a poupar bem cedoQue é preciso poupar para ter um bom padrão de vida na aposentadoria todo mundo já sabe. Mas o difícil é fazer o cálculo de quanto é necessário investir e qual é o volume de dinheiro desejável para garantir uma vida tranquila quando você estiver mais velho. Uma coisa é certa, quanto mais cedo você começar a poupar, menos grana terá de investir mensalmente. Se sua meta é ter 1 milhão de reais aos 60 anos, a sua contribuição mensal para um Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) ou Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) será menor aos 20 anos do que aos 30, 40 ou 50 anos. Veja abaixo:

São poucas as preocupações financeiras aos 20 e poucos anos. Ainda mais se não existirem os custos da faculdade e se você já se posicionou profissionalmente numa boa empresa. “Este é o melhor momento para começar a planejar a aposentadoria”, diz Osvaldo Nascimento, diretor de produtos de investimentos do Itaú Unibanco, em São Paulo. O ideal é reservar de 20% a 30% do seu salário, mesmo que ele ainda seja baixo, para investir na aposentadoria privada e guardar também o que for possível para uma emergência, ou para programações de curto prazo, como comprar um carro. Esse dinheiro vai garantir tranquilidade financeira no longo prazo, quando você quiser viajar ou trocar de emprego, por exemplo.

A cada dez anos é possível dizer que fechamos um ciclo para iniciar outro. Se dos 20 aos 30 nossos compromissos financeiros são, teoricamente, menos intensos, dos 30 aos 40 as coisas mudam. Essa é uma fase em que se pensa em comprar a casa própria ou fazer MBA fora do país. Muitos profissionais começam relacionamentos mais estáveis, como casamento, e isso costuma coincidir com a chegada do primeiro filho. Casa própria, relacionamentos e filhos aumentam as despesas mensais de qualquer um, o que significa, por vezes, menos dinheiro extra para investir. Mas, se é justamente nessa fase que você resolve iniciar seu planejamento financeiro, não se preocupe.

Sempre há tempo para começar uma reserva de grana. É aos 40 anos que a maior parte das pessoas percebe que não tem um plano privado de aposentadoria e começa a se desesperar. Para contratar um fundo de previdência nessa faixa etária o cliente terá de fazer aportes mensais com o triplo do valor que faria se ele tivesse 20 anos. Nesta etapa da vida, a faixa salarial costuma estar quase no auge, mas, em compensação, as despesas também. Ou seja, sobra pouco para investir. “Os valores das contribuições dependem também da composição da carteira. Para quem vai contribuir por mais de 10 anos é bom ter até 35% em ações para diminuir os aportes e rentabilizar o plano”, diz José Eduardo Vaz Guimarães, diretor de marketing e produtos da BrasilPrev, do Banco do Brasil.

Às vezes, o desespero de saber que ainda não foi feito um plano de previdência aparece aos 50 anos, porque é quando surge a vontade de se aposentar e começar uma nova carreira ou viajar pelo mundo. A principal pergunta nesse momento é: “Como é possível recuperar o tempo perdido e contratar um bom plano de aposentadoria?”. Não se desespere. Você pode optar por PGBL ou VGBL que invistam em ações. “Com 10 anos de aplicação é possível colocar entre 15% e 20% do seu dinheiro em renda variável, o que elevará o bolo financeiro e sua estabilidade futura. Nesse caso, o tamanho da exposição depende do perfil do segurado”, diz Luis Martinez, diretor de previdência e investimentos da Icatu Hardford.

Se você chegou aos 60 anos, anime-se. O último censo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostrou que as pessoas estão vivendo mais e melhor. Se na década de 80 o brasileiro vivia, em média, 62 anos, hoje ele já vive cerca de 73 anos e daqui a 40 anos a expectativa é de viver 81 anos. Se você foi bem-sucedido em seu investimento de longo prazo, agora é só curtir a vida. Esta nova fase virá acompanhada de uma sensação de dever cumprido. Nesse momento, você deve escolher o melhor jeito de sacar seu dinheiro. “Feita a programação correta, essa será uma fase de maior tranquilidade e sossego, com dinheiro sempre na mão”, diz Lúcio Flávio Condurú de Oliveira, diretor-geral do Bradesco Vida e Previdência.

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