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Bancarios participam da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora em Brasilia nesta quarta-feira


Bancarios participam da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora em Brasilia nesta quarta-feira Categoria fará também manifestação no STF pelo fim do interdito proibitório. Ato das centrais prioriza redução da jornada

Por orientação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), bancários de todo o país unem-se a caravanas de trabalhadores de outras categorias para cobrar a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, a reforma agrária, a valorização do salário mínimo, o fim do interdito proibitório, a ratificação das Convenções 151 (negociação no serviço público) e 158 (contra demissão imotivada) da OIT e o combate à precariedade nas relações de trabalho. A manifestação será em Brasília (DF) nesta quarta-feira, dia 11 de novembro, e faz parte do calendário da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais.

A concentração para a marcha está marcada para o estádio Mané Garrincha, a partir das 9 horas, culminando com um ato em frente ao Congresso Nacional. Essa marcha, segundo o presidente da CUT, Artur Henrique, tem sido um importante instrumento político de pressão para obter conquistas para a classe trabalhadora.

Como parte da marcha, os representantes das centrais sindicais reúnem-se em audiências com o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB/SP), às 13h30, e com o presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB/AC), às 15h30. Há a possibilidade de ser realizada ainda uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocasião em que a coordenação da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora pretende entregar a Lula um documento com as reivindicações do movimento.

Tão logo sejam concluídas as atividades da marcha, os bancários realizam ainda um ato contra o uso deturpado dos interditos proibitórios, em frente ao edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. O objetivo é impedir que os bancos continuem a usar, de forma indevida, o interdito proibitório, dispositivo jurídico utilizado originalmente para garantir a posse de propriedades. Ocorre que os bancos deturparam a função desse instrumento e, aproveitando-se de brechas na lei, fazem uso de força policial nas agências e unidades bancárias durante manifestações, greves e atos dos trabalhadores, apesar de esses direitos estarem garantidos na Constituição Federal.

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