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Para preparar a Marcha da Classe Trabalhadora, CUT inicia semana de luta em Brasilia com ato na CNI


Para preparar a Marcha da Classe Trabalhadora, CUT inicia semana de luta em Brasilia com ato na CNI Manifestação teve o objetivo de repudiar a postura da Confederação Nacional da Indústria, contrária à implantação do FAP

Em preparação à 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, que acontece em 11 de novembro, em Brasília (DF), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) iniciou nesta segunda-feira a semana de luta com ato em frente à sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), para repudiar a postura da entidade patronal que é contrária à implantação do Fator Acidentário de Prevenção (FAP).

A normalidade do sisudo edifício da CNI foi agitada por cornetas, balões, bandeiras e pelo grito de guerra “Reduz pra 40, que o Brasil aguenta”. O FAP entrará em vigor a partir de janeiro de 2010 e tem como objetivo contemplar com até 50% de desconto no Seguro de Acidente de Trabalho (SAP) as empresas que investirem em segurança de trabalho. Por outro lado, a elevação do pagamento desse seguro será apenas para aquelas empresas que não se preocuparem em implantar políticas para diminuir a incidência de doenças dos trabalhadores.

No ato em Brasília, a CUT lembrou que, além do FAP, a redução da jornada sem redução do salário, principal reivindicação da Marcha da Classe Trabalhadora, é fundamental para reduzir acidentes no ambiente de trabalho.

Reivindicações da marcha em Brasília Nesta quarta-feira, dia 11 de novembro, em Brasília, a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora irá pressionar o Congresso Nacional a votar o projeto de lei que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Além disso, as caravanas de trabalhadores do país inteiro reivindicam ainda a valorização do salário mínimo, a ratificação das Convenções 151 (negociação do serviço público) e 158 (contra demissão imotivada) da Organização Internacional do Trabalho/OIT e o combate à precariedade do trabalho, com reforço à luta contra o trabalho escravo.

Outro ponto importante é a defesa das jazidas do pré-sal, para que, segundo a CUT, “fiquem nas mãos do povo brasileiro e sejam usadas para ampliar os investimentos no desenvolvimento nacional, com mais recursos para a saúde, educação, reforma agrária, meio ambiente, ciência e tecnologia”.

Nesta quarta-feira, os bancários também marcham em Brasília por redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Também, na ocasião, será reivindicado o fim do interdito proibitório, usado de forma deturpada pelos banqueiros nas greves nacionais deflagradas pela categoria.

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