Brasilia, 06 de Novembro de 2009
Resultado registrado no terceiro trimestre deste ano foi impulsionado pelo crescimento recorde de 61,9% nas operações de crédito; Banco já liberou mais de R$ 30 bilhões para habitação
A Caixa Econômica Federal obteve lucro de R$ 869,9 milhões no terceiro trimestre de 2009. O resultado representa um crescimento de 20,4% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 722,5 milhões). O lucro líquido, até setembro, foi de R$ 2 bilhões e o retorno sobre o patrimônio líquido foi de 31,3%. Os valores dos repasses com tributos e encargos sociais à União, Estados e Municípios somaram R$ 790,8 milhões. Em juros sobre capital próprio, foram destinados R$ 93,4 milhões.
Os ativos totais da instituição atingiram saldo de R$ 341,9 bilhões e o patrimônio líquido foi de R$ 12,3 bilhões, evoluções de 23,9% e 1,1%, respectivamente. Os demais ativos administrados pela CAIXA totalizaram R$ 379,5 bilhões, com destaque para o FGTS, com R$ 230,9 bilhões e fundos de investimento, com R$ 97,2 bilhões.
O lucro do banco foi impulsionado pelas receitas de operações de crédito com R$ 3,7 bilhões, 28,2% a mais que no terceiro trimestre de 2008, pelas receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias, com R$ 2,4 bilhões.
O saldo total das operações de crédito atingiu R$ 111,9 bilhões até setembro, 61,9% a mais do que no mesmo período do ano passado. Desse valor, R$ 41,1 bilhões foram operações de crédito comercial, um crescimento de 79,7% comparado com 2008. O segmento pessoa física alcançou R$ 20,2 bilhões e o de pessoa jurídica registrou R$ 20,9 bilhões, aumento de 57% e 109%, respectivamente.
No crédito habitacional, mais uma vez a CAIXA bateu recorde em contratações. Os valores chegaram a R$ 30,7 bilhões até setembro, superando em 79,3% o mesmo período do ano passado. No trimestre, foram R$ 13,2 bilhões, valor 94% maior do que no ano passado. O saldo da carteira chegou a R$ 62,9 bilhões e em saneamento e infra-estrutura, R$ 7,3 bilhões, uma expansão de 53,5% e 57,2%, respectivamente. A inadimplência foi de 2% no trimestre, frente 1,8% em 2008.
No crédito comercial, as contratações somaram R$ 65,6 bilhões até setembro, valor 42% maior que em 2008, com R$ 31,3 bilhões em pessoa física e R$ 34,3 bilhões em pessoa jurídica, evolução de 32,4% e 52,1%, respectivamente. No trimestre, as contratações foram de R$ 23,1 bilhões, 43,5% a mais que em 2008. A inadimplência, acima de 90 dias, ficou em 3,6% em setembro de 2009, ante 4,2% em 2008.
O crescimento do crédito foi acompanhado da melhoria na qualidade das operações, com 74,7% dos financiamentos classificados nas faixas AA e B, ante 68,5% em setembro de 2008.
Nos últimos doze meses, ao banco expandiu sua base de clientes em 6,1%. São mais de 48,7 milhões de pessoas que utilizam os 29 mil pontos de atendimento espalhados por todo o país. Para atender esse público, a instituição conta com 97,2 mil colaboradores, entre empregados concursados, prestadores de serviços, estagiários e adolescentes aprendizes.
Os depósitos apresentaram saldo de R$ 185,3 bilhões até setembro, crescimento de 17,7% frente ao mesmo período de 2008. O destaque foi a Poupança que apresentou saldo de R$ 104,1 bilhões, uma evolução de 17,7% e captação líquida de R$ 6,7 bilhões, elevando a participação da CAIXA no mercado para 34,7%. A captação líquida dos depósitos totais no trimestre foi de R$ 5,5 bilhões, aumento de 22,1%.
Os depósitos à vista atingiram saldo de R$ 14,1 bilhões, ante R$ 11,5 bilhões em 2008. No trimestre, foram abertas mais de 311 mil novas contas CAIXA Fácil, o que reafirma o compromisso da CAIXA com a inclusão social no país.
Desenvolvimento Urbano
Os R$ 30,7 bilhões emprestados no setor habitacional financiaram 597 mil moradias e beneficiou 3,3 milhões de pessoas. O valor é representado por R$ 11,1 bilhões com recursos do FGTS, R$ 15,9 bilhões com recursos próprios, R$ 2,1 bilhões em subsídios, R$ 1,1 bilhão em arrendamentos, R$ 414 milhões em consórcios e R$ 500 mil em repasses com recursos do Orçamento Geral da União.
No trimestre, as contratações em habitação chegaram a R$ 13,2 bilhões, valor 94% maior que no mesmo período de 2008. Somente no programa Minha Casa Minha Vida, criado em março de 2009, foram liberados R$ 1,8 bilhão até setembro.
Em saneamento e infraestrutura foram contratados, de janeiro a setembro, R$ 4,3 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão somente no terceiro trimestre.
Programas de Transferência de Renda
Como agente operador dos programas de transferências de renda do Governo Federal, a CAIXA realizou, nos primeiros nove meses do ano, cerca de 99 milhões de pagamentos de benefícios com um volume de recursos distribuídos em aproximadamente R$ 9 bilhões. Desse total, mais de 95 milhões são do programa Bolsa Família.
A CAIXA pagou também, cerca de 47 milhões de abono salarial, seguro-desemprego, PIS Quotas e Rendimentos, representando R$ 20 bilhões.
As Loterias registraram arrecadação de R$ 5,2 bilhões de janeiro a setembro. Do total, R$ 2,4 bilhões, incluindo a parcela de imposto de renda, foram repassados ao Governo Federal e às entidades não-governamentais para aplicação em programas nas áreas de seguridade social, educação, cultura, esporte e segurança.
Ações socioambientais
A CAIXA, o Ministério de Minas e Energia e a Eletrobrás firmaram Protocolo de Cooperação Técnica para desenvolvimento de projetos voltados à eficiência energética. Uma dessas iniciativas, que já está em andamento, é o financiamento de aquecedores solares de água nas casas destinadas à população de baixa renda do programa Minha Casa Minha Vida. O objetivo é utilizar novas fontes de energias alternativas, contribuindo, assim, para a sustentabilidade e para a economia dos recursos dos moradores.
Prêmios e Reconhecimentos
A CAIXA recebeu, pelo sexto ano consecutivo, prêmio como a melhor gestora de Fundos de Investimento nas categorias Varejo e Renda Fixa Gestão Ativa pelo Guia Exame 2009. O banco também figura a lista das empresas reconhecidas como detentoras das melhores práticas de sustentabilidade no Dia Benchmarking - Compartilhar para Crescer.
A instituição também está presente no ranking publicado pela revista IstoÉ Dinheiro como uma das empresas mais sólidas entre os bancos. No item de sustentabilidade financeira, o banco ficou na segunda colocação e em terceiro lugar em governança corporativa.